Ivan, o comunicador da cultura pernambucana

Natural de Floresta, município do Sertão do Itaparica, Ivan Ferraz era um adolescente de 15 anos quando desembarcou no Recife para cursar o segundo grau, em 1962. Além de sonhos, trouxe na bagagem uma grande admiração pela música nordestina. Nunca esqueceu o dia em que, quando garoto, assistiu ao show do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, no coreto da praça principal de sua terra. Os anos 1980 chegaram e o comunicólogo e radialista Ivan Ferraz foi aprovado em concurso público para técnico administrativo de nível superior no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Apesar de comandar com brilhantismo a chefia de relações públicas do IPA, a cultura popular e as tradições sertanejas sempre foram as verdadeiras paixões de Ivan. Na primeira oportunidade, conseguiu juntar seus anseios com a comunicação.

Assim nasceu o programa Nordeste, Poesia e Forró, em 1985, na antiga TV Tropical, hoje TV Pernambuco. O nome foi alterado para Forró, Verso e Viola, o que viria a se firmar como uma marca do agora também apresentador. O objetivo da atração era a valorização do povo pernambucano e do forró. Pelo palco, passaram artistas como Dominguinhos, Marinês e Ariano Suassuna. Ele também deu espaço para cantadores e forrozeiros em início de carreira. Durante 16 anos o programa ficou no ar, encantando e mostrando toda a riqueza da nossa terra.

Ivan Ferraz ficou à disposição da Assessoria Especial do Governo do Estado e foi realocado para a equipe de Ariano Suassuna, na qual ele e outros profissionais auxiliavam o escritor e professor no planejamento das aulas-espetáculos, grandes difusoras da cultura popular. Para o intrépido personagem deste relato, trabalhar com o paraibano foi uma honra. “É motivo de orgulho para mim ter atuado junto com Ariano Suassuna até o seu falecimento. Sem dúvidas, uma experiência que guardarei para sempre no meu coração.”

Em paralelo ao trabalho desenvolvido para o Governo de Pernambuco, o comunicador sertanejo continuou trilhando o seu caminho no mundo da música. Ivan é compositor de frevos e de forrós e gravou nove LP’s e mais de 10 CD’s com canções próprias, inéditas e também interpretações de grandes nomes da cena regional. Ferraz segue descobrindo novos talentos e valorizando os já existentes no Forró, Verso e Viola, que este ano completou 20 anos indo ar pela Rádio Universitária 99.9 FM, da Universidade Federal de Pernambuco. O programa permanece com uma das maiores audiências no horário das 16h às 18h, de segunda a sexta.

Semanalmente, Ivan Ferraz ainda comanda, desde 2015, o programa Pernambuco Cultural, pela Agência Rádio SEI de Notícias, da Secretaria Estadual de Imprensa, órgão onde o servidor está cedido. A atração já recebeu Genival Lacerda, a dupla Caju e Castanha, Claudionor Germano, as bandas da Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros, entre outros artistas. “Esse programa é muito importante porque é um espaço dentro do Governo do Estado onde a nossa cultura é exaltada e podemos seguir apoiando os artistas. Sem contar com a equipe maravilhosa que temos. Eu tenho orgulho em fazer parte dela”.

Aos 74 anos, Ivan Ferraz, que é casado, tem uma filha e dois netos, nem pensa em se aposentar. “Continuo na ativa, vou sair pela compulsória”, diz, aos risos. “Vai chegar um dia em que terei que sair, mas quando isso acontecer, vou tentar voltar pelo menos em um trabalho temporário. A gente não deve parar, senão enferruja.

Matéria escrita para a série Servidores que Inspiram, do Governo de Pernambuco. Este texto também pode ser encontrado no site do Oficial do Estado de Pernambuco.

Edição: Marcionila Texeira

Foto: Douglas Fagner

Carcará pega, mata e come

De tempos em tempos, o grito ficava preso na garganta. A vontade de alardear aos quatro ventos era renegada ao segundo plano. Exultar algo que mudaria a história do segmento em Pernambuco era um sonho. Esse era o principal desejo do Salgueiro Atlético Clube e dos conterrâneos do Sertão Central. E não é que esse dia finalmente chegou?

Cinco de agosto de 2020, num ano difícil devido a pandemia do Coronavírus, trouxe o que era mais aguardado pelos torcedores do Carcará do Sertão. Enfim, o tão sonhado título de Campeão Pernambucano de Futebol. O Salgueiro já havia batido na trave do primeiro lugar em duas ocasiões: nos anos de 2015 e 2017. Dessa vez não teve choro e nem vela. Foi mais uma vez na raça. Dentro do José do Rego Maciel, mais conhecido como Estádio do Arruda, o tricolor sertanejo bateu o tradicional time da capital, o Santa Cruz, numa disputa de pênaltis capaz de infartar qualquer torcedor, na noite desta quarta-feira.

E essa vitória é carregada de simbolismos. É a primeira equipe interiorana a conquistar a honraria em 105 anos de história da competição. É um time do Sertão, de folha salarial pequena e esforços gigantes para participar de cada torneio. É um grupo que desde o retorno interrupto, em 2005, tem conseguido feitos inimagináveis para os salgueirenses. Representa a força do povo sertanejo. A coragem de uma gente que não esmorece, mesmo diante das maiores dificuldades. Representa a esperança que paira na região, de sempre acreditar em dias melhores.

Salgueiro agora se prepara para receber a equipe que fez história no futebol pernambucano. O meu desejo? Estar na cidade onde cresci, ao lado dos meus, comemorando de longe e de máscara, uma vitória tão aguardada. E hoje o Sertão amanheceu em festa, assim como o meu coração. Tomando emprestada uma frase célebre de Euclides da Cunha, tenho certeza de que o título traz com ele a métrica que todo mundo acredita, de que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Parabéns, Carcará!!!!

Vida Severina

Acordei com isso na cabeça. Com a lembrança dos meus avós, homens e mulheres simples. Agricultores. Tiravam da terra todo o sustento da família. Quando me recordo disso, sempre sigo duas vertentes: Pernambuco e Ceará.

Meus avós paternos enfrentaram uma seca terrível. O sertão pernambucano castiga sem o líquido indispensável para a vida. Mas isso nunca foi empecilho para Dona Mariana (sim, eu herdo o nome da minha avó 💙) e Seu Né Zuza, que lutaram bravamente contra as intempéries da natureza, numa fazenda localizada em Parnamirim, Sertão Central. Imagina produzir queijo neste cenário? Mas nem sempre é tão adverso assim, pois quando chove, a região resplandece. Luzes, cores e perfumes são marcas da caatinga em flor. Forte e resistente. Assim como meus avós, que com a coragem, a determinação e a garra que habitam a alma de todo sertanejo, conseguiriam criar os filhos, seis no total, com dignidade e honradez.

Os pais da minha mãe tiveram uma vida um pouquinho diferente. Viveram em uma região privilegiada. O Cariri Cearense é um encanto por ser encravado na Chapada do Araripe, lugar de beleza exuberante e pontilhado de fontes de água mineral. Seu Pedro e Dona Sinhá moravam no sopé da Chapada. Num sítio, no distrito do Caldas, em Barbalha. Rodeados pelas famílias de ambos. E assim como os pernambucanos, meus avós cearenses também viviam da terra. Comercializavam rapadura, farinha e frutas, que por ali eram abundantes, devido ao clima favorável. Pai Pedro juntava todos esses itens e mandava vender nas feiras de Barbalha e do Crato. No sábado, pegava seu cavalo, saia vestido com seu terno de linho e suas alpargatas e ia comprar os mantimentos da semana para a esposa e os cinco filhos.

Mas esse “cunversê” todinho é porque hoje é dia de homenagear as trabalhadoras e os trabalhadores rurais. Aqueles que se dedicam diariamente na lida com objetivos bem claros: colocar comida nas mesas das próprias famílias e também alimentar outras, através da venda dos produtos que com tanto suor foram colhidos, beneficiados ou produzidos.

Como neta de quatro desses guerreiros, afirmo minha total devoção ao homem e à mulher do campo. Feliz dia do Trabalhador (a) Rural! Vocês são a mola propulsora deste país!

Revolução

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Armada? Ideológica? Bem, a segunda opção até pode se adequar. Mas a revolução de que falo é interna mesmo… porque, de repente, uma pessoinha chegou e bagunçou a minha confusão, me mostrando que é possível voltar a se jogar sem medos ou amarras. O mais bacana: e quem esperava que fosse dar tanta liga assim? Esse foi a primeira pergunta que fiz a ele e a resposta? “Já deu certo”. E a afirmação estava mais do que correta.

Conheci André num momento quando eu não achava que iria namorar tão cedo, mas seu jeito tranquilo e gentil acabou me arrebatando por completo. O receio de sofrer se fez presente por um breve instante, mas logo em seguida ele foi envolvido pela química gritante que há entre meu Gorila e eu. É um fato inegável: nos sentimos muito a vontade um com o outro de uma forma que há muito não acontecia. Parece que faz tempo estamos juntos e assim queremos continuar: com essa leveza no sentimento e o brilho no olhar que tem imperado entre nós dois.

Dois. Não pensava que fosse voltar a me referir a alguém com esse número novamente. E que bom que isso é possível. André e eu temos levado os dias com calmaria, buscando vivenciar cada momento na mais completa harmonia (até rimou kkkkkkkk). É muito gostoso voltar a me envolver de tal forma que me vejo invadida pela lembrança do quanto é bom estar com ele todas as vezes. Parecemos opostos, mas nos completamos. Bizarro isso, né? Mas “quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?”.

Balanço de gestão 2019 (ou Que venha 2020!!!!)

Natal em Salgueiro-PE

Pois é, caríssimo padawan… Que ano foi 2019, hein? Primeiro que muita coisa do que eu coloquei como meta foi batida! Coisa boa? Sim, por que não? Algumas ficaram na pendência, mas terei, a partir de amanhã, mais 12 meses inteirinhos pela frente pra sanar tudo e estabelecer novos planos.

Vamos recapitular: A Rádio SEI continua sendo o meu xodó e, apesar de não ter dado seguimento ao Pernambucanas (que vai voltar em 20 mais forte do que nunca), muita coisa boa aconteceu, dentre elas, a entrada da gente no programa Giro Nordeste, que é veiculado por rádios estatais de todo o Nordeste. Lindo né? Vez por outra tem matéria minha rodando na região mais aguerrida do Brasil! E isso só me enche de orgulho!

Ah! Esse ano também me deu a oportunidade de fazer parte da diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco! Uma baita escola e estar em meio de lendas do batente é sem dúvidas empolgante.

“E o futebol americano?”, você deve se perguntar. Aaaaaaah… Sem dúvidas houve uma reviravolta tão gigantesca que nem eu mesma imaginava que fosse ocorrer. Se você acompanha já este humilde diário de insanidades, deve já ter lido algo relacionado ao Recife Vikings e de como eu sempre dei suor e lágrimas para ele. Pois bem. Desde problemas que atravessaram a barreira de 2018 para 2019, eu e meu querido amigo Emerson Veloso tomamos uma decisão que muito nos doeu, mas foi necessária: nosso drakar foi à pique. Não foi por falta de luta, tampouco por desleixo. Simplesmente já estava insustentável. Daí, Vô pensou e não queria nem a pau deixar os guerreiros que sempre acreditaram no Vikings desamparados. E então ele simplesmente resolveu voltar pra casa. Em junho deste ano fomos todos para o Time da Cidade. Os que quiseram seguir com a gente, estão com a gente, mas quem quis ganhar asas ficou a vontade para tal ato. E desde então, eu visto o Azul com muito orgulho de fazer parte e ser diretora de comunicação do time mais antigo de Pernambuco: o Recife Mariners. Serei sempre grata ao meu presida e amigo Lucas David. E olhe que desde dezembro de 2018 que ele já me chamava! Kkkkkkkkkkkkkk

Também teve outro ponto interessantíssimo do FA na minha vida. Em março, recebi um convite que me fez tremer na base. Fui convocada por Ítalo Mingoni, mineiro arretado e apaixonado por futebol americano, para integrar a chapa dele em busca da gestão da Confederação Brasileira de Futebol Americano. E em abril o danado não acabou sendo eleito? No ato do resultado da eleição, assumi e passei a ser a chefe de Informações da CBFA. Deu medo e ainda me assusta, mas tô fazendo tudo e um pouco mais para honrar a confiança do Ítalo. Obrigada sempre por acreditar no meu trabalho, presida!

Bem… E no quesito pessoal… Fui completamente surpreendida por um golpe do destino! kkkkkkkkkkkkkk Não esperava, depois de tanta cabeçada, encontrar alguém doce, leve, gentil e que arrebatou meu coração por completo. Tenho dito a André que ele foi o melhor presente que ganhei este ano. E realmente foi! Os dias com ele são divertidos, lotadinhos de amor, carinho e risadas. Obrigada por ter surgido na minha vida, meu neguinho lindo!

E vamos de metas?

Sem dúvidas, quero cuidar mais de mim. Voltar a me exercitar é uma das principais bandeiras de luta. Não posso ficar estagnada, vendo dia após dia passar sem que eu faça nada. Então… Let’s bora! Quero continuar amando as manhãs gloriosas de sol e ainda mais os dias de chuva. Quero mais e mais leveza. Quero continuar na minha defesa aguerrida pelo rádio e que eu continue uma eterna apaixonada pelo Jornalismo e pelo trabalho que desenvolvo! E que eu continue em busca de novos objetivos. E que eu e André sigamos nesta caminhada que escolhemos trilhar juntos, sendo eterno até quando tiver de ser.

Na verdade verdadeira, o que mais espero de 2020 é que ele seja pontilhado de momentos felizes! Que venha o novo ano! Virada de década é importante, né? Que ela seja repleta de surpresas (boas) e plena de realizações! Obrigada, Universo!

10 coisas que eu amo sobre André:

1) Teu sorriso (tinha que ser ele o primeiro!);
2) Quando tu me abraça pra dormir, mesmo em um dia quente;
3) Quando comemos sentados no chão, compartilhando a comida em um mais profundo momento de companheirismo;
4) Te ver jogar videogame;
5) Assistir alguma coisa engraçada que tu já viu e ficar reparando na tua expressão, esperando que eu também goste;
6) Todas as vezes que tu diz que adora minha risada;
7) Teu jeito moleque e divertido;
8) Teu beijo;
9) Quando tu me chama de formas carinhosas como Nega, Vidinha, Mô, Minha nerdinha…;
10) Quando tu me marca em alguma postagem bonitinha no Instagram que me deixa com um sorriso bobo de felicidade;

Na verdade, são tantas coisas que gosto em ti, que não consigo parar de listar… Porque são quatro meses de companheirismo, de conexões, de adaptações… O período pode parecer curto, mas a intensidade… Aaaaah… Esta é peça fundamental que move nosso relacionamento, transformando cada gesto de carinho ou obstáculo em tijolinhos na construção do nosso amor. Te amo, meu neguinho! Bota mais um mês na conta!

Amor.Tinder

Era uma vez, uma menina desacreditada do amor e que não tinha mais esperanças em vivenciar este sentimento novamente. Seguia dia após dia, sem ânsias ou expectativas.

Até que um belo dia, golpe do destino (ou não), ela se vê obrigada a trocar de aparelho celular e eis que neste momento, o backup reinstala diversos aplicativos, entre eles, o danado do Tinder. A moça, como quem não quer nada, decide espiar naquela plataforma que há muito não usava, se havia alguém interessante que valesse a pena engatar uma conversa, afinal, o vazio das pessoas que por ali estão é gigante. Desliza pra lá, desliza pra cá, até que um carinha surge na tela e ela curte. A garota o achara bonito e algo havia despertado a vontade de conhecer o cidadão ali da foto. Daqui a pouco, chega um match e um “Oi”. Pronto. A conversa estava iniciada. Era um domingo, final da noite já, e o bate papo se estendeu pela madrugada, com direito a ligação telefônica e tudo. Despedidas, um até amanhã e e foi isso. E o aplicativo da moça desinstalado quase que em seguida.

Só que no outro dia, a conversa não cessou e continuou mais constante. E na manhã seguinte, os personagens desta história não queriam mais esperar e resolveram se encontrar. O local do escolhido? Um cafeteira. Ela, louca por café. Ele, não. Então eles conversam. A tarde inteira. Olhos nos olhos, sorrisos, um observando o outro com um certo encantamento. A moça pergunta se a liga entre eles, tão diferentes, daria certo. O rapaz, sem pestanejar, afirma que já tinha dado e a beija. O primeiro passo havia sido dado.

Vem a noite e o dia amanhece e a vontade de se ver novamente permeia o pensamento dos dois que marcam, dessa vez na casa do menino. Eles conversam a noite toda. Se beijam, se curtem e ele não a deixa voltar pra casa, com cuidado por ser tarde, e ela acorda na casa do moço.

No final de semana, dessa vez é ele quem dorme na casa dela e uma aura de paixão já pairava entre os dois que ainda não tinham se dado conta de nada do que estava acontecendo. Veio o início de mais uma semana e a saudade resolveu apertar um pouco, os levando a marcar novo encontro em um shopping da cidade. Almoçam, conversam, riem descontraídos até que decidem dar uma volta pelo centro de compras. Foi neste momento que a nossa personagem, que já tinha deixado de ser a protagonista isolada desde o segundo parágrafo, nota que novos sentimentos estavam surgindo, afinal o rapaz gentilmente envolvera a mão dela com a dele e assim seguiram.

Chega outro final de semana e mais uma vez os atores desta novela se encontram e quase 15 dias após o primeiro contato, decidem namorar, ambos se permitindo arriscar novamente, deixando as dúvidas e incertezas de lado e para apenas vivenciar o novo.

Bem, esse poderia ser o relato de qualquer casal que se conheceu através de um aplicativo de relacionamento, mas, no entanto, essa é a minha história com André. Hoje, a gente completa um mês da decisão de iniciar uma jornada a dois. O que tem reservado pra gente? Não faço ideia, mas seguimos confiantes de que faremos o possível para sempre garantir que o sorriso seja uma constância em nossos rostos, apesar das adversidades do dia a dia. Feliz um mês, namorado! Te amo!

Calmaria

A vida é repleta de turbulências. “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”*. Porém, apesar de estar no olho do furacão constantemente, muitos momentos são de calmaria. É como o mar após uma tempestade, lambendo as areias da praia com um vai e vem perfeito e absoluto. E esses são instantes que proporcionam leveza e paz de espírito. Não podemos nos apegar aos perrengues do dia a dia, mas sim saber driblar um por um.

Quem me conhece sabe que sou espoleta. Falo demais, gargalhadas altas e sempre com um sorriso aberto. Raras são as vezes em que meu rosto não está tomado pela alegria que habita o meu ser, porque, apesar das adversidades da jornada, é muito mais fácil enfrentar a vida com desprendimento das situações que tira o nosso sossego.

Cada vez mais tenho tomado consciência de que ver a vida com olhos de criança traz o equilíbrio necessário para seguir nosso rumo sem nos deixar levar pelas intempéries rotineiras. Então tô assim… Levando as coisas com suavidade, sem atropelos… Buscando tranquilidade. E não é que tenho conseguido? Engraçado como acontecimentos inesperados nos tiram do eixo, mas ao mesmo tempo nos proporcionam isso. Loucura? Pode ser, mas se permitir também viver esse momento de ousadia é extremamente benéfico. Afinal, não podemos seguir com medo sempre, né?

Reviravolta (ou Os 7 meses de 2019)

Quando menos se espera… a vida dá um giro que nos deixa totalmente sem rumo. Depois, a gente começa a organizar um pedaço aqui, outro ali e segue no caminho novo, mas dessa vez com a trajetória que nós mesmos tracejamos.

Sinto que meu rumo tem sido assim. Passei tempos perdida de mim, porém retomei minha jornada com garra e com um desejo incontrolável de mudar tudo nessa rota errada que eu estava fazendo. A minha próxima parada? Não faço ideia, mas sigo caminhando em busca do meu eu. Como vocês já sabem, padawans, sempre passo uma eternidade pra postar algo aqui… Por esquecimento, por sobrecarga de trabalho…. E confesso: muitas vezes por preguiça. Mas foram os afazeres de ultimamente que me deixaram meio sem foco para avaliar meu caminho. Então… O que tem rolado nesse percurso atualmente?

Nada de muito novo no front. Sigo com minhas atividades profissionais formais (quem me conhece já sabe que elas me demandam bastante), me adequando ao meu novo time, o Recife Mariners. Ah! Historinha sobre isso: no dia 21 de julho, estive pela primeira vez na sideline dos Azuis e a experiência foi linda! Vibrei, sofri e sorri diante de cada ponto. Ir para Natal-RN e voltar pra casa com a vitória… Sem palavras pra descrever isso… 💙. E sigo com o meu trabalho na Confederação Brasileira de Futebol Americano. Tudo certo e nada errado.

E que reviravolta é essa, afinal? Bem… No balanço de sete meses de 2019, tenho vivenciado novas experiências. Umas suuuuper divertidas, já outras… bem, no mínimo interessantes. Tenho buscado seguir de forma despretensiosa, aproveitando as oportunidades e colhendo os frutos do que eu mesma tenho plantado. E muitas vezes, até mesmo assustada com os casos do acaso. É instigante demais passar por situações inusitadas, pura e simplesmente ocasionadas pelo destino.

Então é isso. Continuo curtindo as manhãs de sol acompanhadas de canecas de café… Os dias cinzentos me deixando extasiada de alegria e por aí vai. Prefiro ir levando assim, como a música de Gonzaguinha: “Somos nós que fazemos a vida / Como der, ou puder, ou quiser…”.

Céu Azul

Em 2016, o Recife Vikings fazia sua primeira descida nas areias da praia de Boa Viagem. De lá pra cá, foram três anos frente ao setor de Comunicação da equipe. No cargo de diretora, tive a honra de colocar os guerreiros na mídia local e nacional, como exemplo, a participação no programa A Culpa é do Cabral. Desde o início batalhei, chorei, gritei e me estressei. Porém, ao mesmo tempo, vibrei, me debulhei em lágrimas de pura emoção e comemorei cada momento vivido.

Em 2019, eu encerro esse ciclo lindo. É com muita alegria e honra que deixo de usar o vermelho e passo a vestir a cor que mais predomina no céu pernambucano: o Azul. A partir desta quinta-feira (30), encaro um novo desafio. Uma nova jornada se inicia para mim como diretora de Comunicação do Time da Cidade, o Recife Mariners.

Ao Recife Vikings, minha eterna gratidão por me fazer amar o futebol americano como nunca.

Ao Recife Mariners, minha nova casa, minha total dedicação e comprometimento. Vamos simbora que temos muitas jardas para conquistar!

Obrigada!